2021: ARQUIDIOCESE DE BH CELEBRA CENTENÁRIO E DEZ ANOS DE DIACONATO PERMANENTE

No mesmo dia em que a Arquidiocese de Belo Horizonte comemora um século de fundação, o diaconato permanente chega a cem ministros ordenados a serviço do povo de Deus. No dia 11 de fevereiro, às 19h30min, o arcebispo metropolitano de Belo Horizonte e presidente da CNBB, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, ordena sete diáconos permanentes. A celebração será na Catedral Cristo Rei.

   Os novos diáconos serão Fábio de Brito Gonçalves, Gius Carlos Soares Rocha, Márcio Assunção de Paula, Marcos Daniel Machado, Normando Martins Leite Filho, Paulo de Tarso da Silva Reis e Rubens Pereira de Lima. A celebração também recordará os dez anos da instituição do diaconato permanente na Arquidiocese mineira.

Na manhã do sábado, 1º de outubro de 2011, Dom Walmor ordenava os sete primeiros diáconos permanentes da Arquidiocese de BH: Carlos Roberto Cremonezi, Cid Sérgio Ferreira, Dimas Ferreira Lopes, Gilberto de Sousa, Giovani Pontel Gonçalves, Márcio Lopes Melo e Paulo Franco Taitson. A celebração histórica foi realizada na Paróquia Nossa Senhora das Dores, no bairro Floresta.

O diaconato foi instituído pelos apóstolos. Foram escolhidos homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria (cf. Atos 6). Eles tinham a missão de cuidar das viúvas, dos órfãos e dos pobres. No Ocidente, o ministério diaconal perdurou por mais quatro séculos. Aos poucos, foi se tornando apenas ministério de transição para o presbiterado.

Com o reestabelecimento do diaconato permanente pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), a Igreja Católica definiu o ministério com grau próprio e permanente da hierarquia. Também estabeleceu regras teológicas e pastorais para que o diaconato se desenvolvesse de modo pleno. Em 1967, o Papa São Paulo VI promulgou as primeiras normas fundamentais para a formação dos diáconos permanentes, com a Carta Apostólica Sacrum Diaconatus Ordinem.

A Igreja particular de Belo Horizonte, movida pelo Espírito Santo e em comunhão com o magistério, instaurou o ministério diaconal, tomando como base os documentos da Igreja. Segundo o Documento 96 da CNBB, o diácono permanente, no ministério como Cristo servidor, vive a tríplice missão da caridade, da Palavra e da liturgia. Também na trajetória desses dez anos do corpo diaconal, em um processo evolutivo e fundamental, a participação das esposas dos diáconos.  Atualmente elas têm uma função importante na coordenação, organização e formação aos encontros vocacionais para o diaconato permanente na Arquidiocese.

Eles atuam no âmbito da caridade, cuidado dos pobres, daqueles que precisam mais, no âmbito da liturgia, celebração do batismo, assistência ao matrimônio, ajudando no altar, na celebração da Eucaristia, e no anúncio da Palavra, fazendo esse anúncio da Palavra sobretudo nas frentes missionárias, nos lugares onde nós precisamos estar presentes, para que todos tenham oportunidade de acolher o chamado para o seguimento de Cristo”, disse D. Walmor no dia da ordenação dos sete primeiros diáconos permanentes.

Por Alberto Carvalho – Pascom Diaconal Arquidiocese de Belo Horizonte

Diácono permanente é eleito presidente do Conic-MG

O diácono permanente Amauri Dias de Moura, da Arquidiocese de Belo Horizonte-MG, foi eleito presidente do Regional Minas Gerais do Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil (Conic-MG). A Assembleia-Geral Ordinária e Eletiva do Conic-MG ocorreu na tarde de sábado, 7 de novembro. Devido às restrições da pandemia, a reunião foi realizada por videoconferência.

No encontro, foram avaliados também os relatórios de atividades e o parecer do Conselho Fiscal referente à gestão 2018 a 2020. A nova diretoria exercerá o mandato até 2022.

“Servir a todos e todas com a força das nossas Igrejas, com o específico de nossas Igrejas, o específico de nossos grupos, somados, irmanados, acolhendo essa diversidade como dom e compromisso”, declarou o Diác. Amauri.

Nascido em 6 de outubro de 1976, em Belo Horizonte, o Diác. Amauri foi ordenado em 18 de novembro de 2017.

 

Conheça a nova diretoria do Conic-MG:

Presidente: Diác. Amauri Dias de Moura (Igreja Católica Apostólica Romana)

Vice-presidente: Rev. Bernardino Ovelar Arzamendia (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil)

1º secretário: Janett Alves Teixeira (Igreja Católica Apostólica Romana)

2º secretário: Pr.ª Mara Parlow (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil)

1º tesoureiro: Alex Sandro de Oliveira Sodré (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil)

2º tesoureiro: Rev. Pr. Jorge Eduardo Diniz (Igreja Presbiteriana Unida)

Conselho Fiscal:

Titulares:

Rev. Robert Delano de Souza (Igreja Episcopal Anglicana do Brasil)

Pr.ª Aneli Schwarz (Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil)

Rev. Antônio Marcos de Souza (Igreja Presbiteriana Unida)

Suplentes:

Edward Neves Monteiro de Barros Guimarães (Igreja Católica Apostólica Romana)

Rev. Daflas Alexandre da Cruz (Igreja Presbiteriana Unida)

Maria de Fátima Cerqueira (Igreja Católica Apostólica Romana)

Arquidiocese de Montes Claros realiza retiro de Formação para Diáconos Permanentes

Com o tema “O Diácono como Servidor nas e das Comunidades Eclesiais Missionárias” aconteceu no dia 10 de outubro de 2020, na Comunidade Esdras, um dia de formação e espiritualidade para os diáconos permanentes da Arquidiocese de Montes Claros. Participaram deste encontro dezoito diáconos permanentes, outros 16 já haviam feito o retiro no dia 26 de setembro conduzido pelo padre Gledson Eduardo de Miranda Assis.

            O retiro, que seguiu todos os protocolos de prevenção ao Covid-19, foi conduzido por Dom João Justino de Medeiros Silva, Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, que trabalhou na perspectiva da oração, meditação e celebração, no horizonte daquilo que é recomendado pelo papa Francisco e à luz das orientações da Assembleia Arquidiocesana de Pastoral.

            Nesse dia, aprofundou-se a temática do anúncio da palavra, ou seja, o diácono como servidor da Palavra e também  o diaconato como Serviço aos Pobres e o Diácono como Guardião do Serviço.

A formação teve seu referencial nos textos do magistério do Papa Francisco sobre o diaconato; o que oportunizou ao arcebispo metropolitano, junto aos diáconos,  vivenciar a partilha e escuta, levando os temas abordados à vivência da igreja particular de Montes Claros.

Para o diácono João Batista, participante da formação, o retiro foi muito  proveitoso: “Como foi bom esse Retiro com a orientação do nosso Pastor, ouvindo sua voz (ESCUTA), ajuntando com ele, observando os caminhos apontados, examinando e comungando com ele as preocupações com o Redil e com as outras ovelhas desgarradas, esquecidas, desprotegidas, desfiguradas, feridas, machucadas, com sede e com fome!”

Dom João Justino ressaltou a importância deste encontro “testemunho que foi um dia muito fecundo, sobretudo porque os diáconos levaram muito a sério as propostas… A partilha possibilita tocar de forma muito experiencial a vida e a história de cada um dos diáconos permanentes” e se mostrou satisfeito com o formato do retiro: “Acredito que esta modalidade de encontro abre as perspectivas para outros encontros neste mesmo formato.”

A formação foi encerrada com a Santa Missa seguida de um jantar servido aos participantes.