COMISSÃO REGIONAL LESTE 2 É REPRESENTADA NA ASSEMBLEIA GERAL DA CND EM BRASÍLIA

A Comissão Regional dos diáconos permanentes LESTE 2 esteve presente, entre os dias 23 e 25 de janeiro de 2025, na Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada pela Comissão Nacional dos Diáconos (CND). A Comissão Regional foi representada pelo seu presidente diácono Horácio Nelson Tavares, diácono Rodrigo, secretário, diácono Silvio Vilela, tesoureiro, diácono Flávio Pena, que colabora na assessoria de comunicação da CRD Leste 2 e atualmente é secretário da CDD da diocese de Itabira/ Cel. Fabriciano. Ainda representaram a a CRD Leste 2 os diáconos Welington Oliveira da diocese de Itabira/Cel. Fabriciano e diácono Antônio Marciano da diocese de Uberlândia.

A Assembleia realizou-se na Casa de Encontros “Dom Luciano”, em Brasília (DF). O evento reuniu diáconos de diversas regiões do Brasil e abordou temas como prestação de contas, análise do Conselho Fiscal e atualização do Estatuto da CND, além da discussão sobre a criação do Regimento Interno.

As atividades iniciaram-se com a Oração da Hora Média e a acolhida dos participantes pelo presidente da CND, diácono José Oliveira Cavalcante (CORY), e pelo secretário, diácono Leandro Marcelino dos Santos. O evento também contou com as saudações de Dom Valter Magno de Carvalho, bispo auxiliar de Salvador (BA) e referencial para os diáconos do Brasil, e de Dom Ricardo Hoepers, Secretário-Geral da CNBB.

A prestação de contas foi apresentada pelo 2º tesoureiro, diácono Márcio Damião de Almeida, com a análise do Conselho Fiscal, formado pelos diáconos Raimundo Escolástico Bezerra Filho, Vicente Palote Martins e Iran Alves Soares. O diácono Flávio Antonio também fez uma apresentação sobre o diácono João Luiz Pozzobon e seu processo de beatificação.

A Assembleia Extraordinária contou com a exposição do diácono José Gomes Batista sobre o Jubileu 2025, enfatizando o tema “Peregrinos de Esperança” e a participação dos diáconos e suas esposas nas celebrações jubilares.

No dia 24 de janeiro, a Assessoria Jurídica da CND, representada pelo casal Miguel Fernando e Rosana Rigoni, apresentou a minuta da atualização do Estatuto. Os artigos foram debatidos e votados com a participação dos diáconos delegados, do padre Guilherme Maia Júnior, assessor da CNBB, e de Dom Valter Magno de Carvalho. A aprovação final ocorreu no dia 25, por unanimidade entre os 56 diáconos representantes das Comissões Regionais, Arquidiocesanas e Diocesanas.

As esposas dos diáconos tiveram participação ativa nos momentos litúrgicos. No dia 24, foi celebrada a Santa Missa presidida por Dom Valter e concelebrada pelo padre Silvio Alcântara, assessor de Liturgia da CND. Ao final, foi realizada a foto oficial do evento.

O testemunho do diácono Rolf Koegler, compartilhando sua fé e luta contra a doença, emocionou os presentes. No encerramento, o presidente da CND, diácono José Oliveira Cavalcante (CORY), agradeceu o empenho de todos e reafirmou o compromisso com a missão evangelizadora.

A Assembleia Geral da CND marcou um momento histórico para o Diaconado Permanente no Brasil, fortalecendo sua caminhada sinodal e pastoral.

Fonte: Com adaptação do texto do site oficial da CMOVIC

Créditos fotos: Diác. Flávio Livotto – Arquidiocese de Ribeirão Preto SP

Nota de Solidariedade aos afetados pelas chuvas nos municípios do Vale do Aço, Minas Gerais

A Diocese de Itabira-Coronel Fabriciano, atenta à situação vivida pelas diversas famílias atingidas pelas fortes chuvas nos municípios do Vale do Aço (Ipatinga, Belo Oriente e Santana do Paraíso) nos últimos dias, manifesta sua solidariedade a todos e declara estar unida e em constante oração, confiando-os a Deus, nosso Senhor.

Dom Marco Aurélio Gubiotti, bispo diocesano, solidário a todos os atingidos, conclama todas as nossas comunidades eclesiais, pastorais, movimentos e serviços, a se unirem num mutirão de solidariedade realizando ações emergenciais em favor de todas as famílias afetadas que clamam por amparo neste momento de grande sofrimento.
Sua doação pode ser entregue na secretaria paroquial de sua Paróquia. Aqueles que assim desejarem, podem ainda fazer sua doação por meio da Cáritas Diocesana


  • Banco do Brasil
    Agência: 2220-9
    Conta Corrente: 61.908-6
    CNPJ: 20.962.437/0001-13
  • PIX: caritas.campanhamc@gmail.com

Que o Espírito Santo de Deus inspire nossas decisões e ações, sustentando os nossos passos na sua estrada da fraternidade, justiça e misericórdia para que gestos de compaixão, proximidade e solidariedade se multipliquem em favor dos que mais precisam.

Firmados na esperança e na caridade, numa Igreja Sinodal, renovemos nosso compromisso com a vida e socorramos nossos irmãos e irmãs que sofrem.

Que pela intercessão amorosa de Nossa Senhora Aparecida, Mãe da Esperança, o Senhor nos abençoe e nos guarde.

Itabira, 13 de janeiro de 2025.

Pe. Ueliton Neves da Silva
Assessor Diocesano de Comunicação

Fonte: site oficial Diocese Itabira/Coronel Fabriciano

A Presidência da Comissão Regional dos Diáconos Permanente Leste 2 externa ao Clero da diocese de Itabira/Coronel Fabriciano, na pessoa de Dom Marco Aurélio Gubiotti – Bispo Diocesano o total apoio às famílias que sofrem nesse momento.

Mensagem de Natal da Comissão Regional dos Diáconos Leste 2

O anjo então lhes disse:

“Não tenhais medo! Eu vos anuncio uma grande alegria, que será também a de todo o povo: hoje, na cidade de Davi, nasceu para vós o Salvador, que é o Cristo Senhor!”(Lc 2,10-11)

Querida família diaconal, graça e paz, da parte daquele que é, que era e que vem!

Com alegria nos aproximamos do Natal do Senhor e de um Novo Ano. Tempo propício para renovar a fé, esperança, e a caridade, buscando um novo céu e uma nova terra.

Com o coração ardente, devemos não apenas esperar a vinda do Salvador, que nos traz a boa nova do Reino de Deus e oferece a salvação a todos. Somos convocados a participar ativamente na construção de uma nova sociedade, fundamentada nos princípios do amor, da justiça e da dignidade humana. A missão de cada fiel é ser um proclamador da boa nova, vivendo o evangelho em todas as dimensões de sua vida.

O diácono, fortalecido pela graça do Sacramento é chamado a colaborar na construção do Reino de Deus, que se manifesta através da prática do amor, da solidariedade e da justiça, sendo uma testemunha viva do Evangelho.

A celebração do Natal é um momento especial e que nos convida a refletir sobre a vinda do Salvador, Jesus Cristo, e seu impacto em nossas vidas e na sociedade. Viver o Natal de Jesus, não é apenas vivenciar uma celebração anual, tem um propósito mais profundo. É um chamado para que possamos viver nossa missão de discípulos-missionários, sendo “Peregrinos de Esperança”.

Que o Natal nos inspire, renove a esperança e nos fortaleça na fé. Que possamos levar a verdadeira Luz ao mundo, sendo promotores e construtores da Paz.

Um feliz e abençoado Natal a todos.

Diác Horácio Nelson Tavares

Presidente CRD Leste 2

Implementada Pastoral da Pessoa com Deficiência do Regional III Diocese Itabira/CEL. Fabriciano

Com assessoria do Diácono Welington César de Oliveira, no dia 24 de novembro, Solenidade de Jesus Cristo, Rei do Universo, na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Ipatinga-Mg, ocorreu a primeira reunião regional da Pastoral da Pessoal com Deficiência, onde foi eleita a equipe que coordenará as ações dessa pastoral.

Foram eleitos:
Coordenador Regional: Avelino Ribeiro da Cruz, Paróquia Nossa Senhora Aparecida
Vice-coordenadora Regional: Wina Lidiane de Brito Andrade, Paróquia Nossa Senhora da Esperança
Secretária: Gicele Miranda Ribeiro, Paróquia Nossa Senhora Aparecida.

Essa pastoral anseia em atender ao clamor que chega aos ouvidos e coração da Santa Igreja, frente às necessidades específicas que diversas famílias nos têm apresentado e diante da necessidade da inclusão e protagonismo das diversas realidades de deficiências que fazem parte da vida de inúmeros filhos de Deus, que por vezes se veem alijados do direito de uma participação efetiva e verdadeira no culto e no serviço a Santa Igreja.

Que Nossa Senhora da Conceição Aparecida interceda por essa nova e esperada pastoral.

Fraternalmente,

Diácono Welington César de Oliveira
“Vivo, sed iam non sum; vivit in me Christus.” (Gal 2,20)
Coord. Com. Diocesana de Diáconos Permanentes – CDDP
Assessor Pastoral da Pessoa com Deficiência Regional III

O Diaconato Católico e a dinâmica do serviço

A missão do Diácono é levar o Cristo Servo aos que mais precisam, exercitando deste modo as palavras de Jesus: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir” (Marcos 10,45a).

Na Igreja Católica, o sacramento da ordem tem como função perpetuar a missão de Cristo confiada aos Apóstolos através dos ministros ordenados. Aqueles que recebem o sacramento da ordem “configuram-se a Cristo em virtude de uma graça especial do Espírito Santo, com o objetivo de serem instrumentos de Cristo ao serviço da sua Igreja. Pela ordenação, ficam habilitados a agir como representantes de Cristo, Cabeça da Igreja, na sua tríplice função de sacerdote, profeta e rei” (Catecismo da Igreja Católica, §1581). A ordem é constituída de três graus, cada um deles com um múnus, ou seja, um ofício singular e característico: Diaconato, Presbiterato e Episcopado. Os membros de cada um dos graus, cada qual a seu modo e de acordo com seu ministério, se assemelham a Cristo. 

O diaconato constitui-se como o primeiro grau do sacramento da ordem. O nome “diácono” deriva da palavra grega διάκονος (diakonos), cujo significado é “servo”, “servidor” ou “servente”. Isso revela que o ministério diaconal está intimamente ligado ao serviço. Os diáconos são ordenados para servir à Igreja e ao povo de Deus, configurando-se desta maneira ao Cristo Servo, que “não veio para ser servido, mas para servir” (cf. Marcos 10,45a). Logo, o múnus diaconal é o serviço: “Aos diáconos são-lhes impostas as mãos, não para o sacerdócio, mas para o ministério sagrado. Fortalecidos com a graça sacramental, servem o povo de Deus, em união com o Bispo e o seu presbitério, na diaconia da liturgia, da palavra e da caridade” (Lumen Gentium, n. 29- grifo nosso). 

A dinâmica do serviço diaconal também se expressa nas vestes litúrgicas próprias do diácono. A dalmática, vestimenta característica dos diáconos, é um símbolo de serviço e caridade. As mangas largas da dalmática lembram que o diácono deve estar sempre pronto para servir os outros, representando as mãos estendidas para ajudar. A estola diaconal também reflete essa dinâmica de serviço. A estola é um símbolo da autoridade do ministro ordenado e, no caso dos diáconos, expressa seu caráter servil. A estola diaconal é colocada sobre o ombro esquerdo e presa sob o braço direito, lembrando a função prática e de serviço do diácono.

No Antigo Testamento, os levitas, descendentes de Levi, filho do patriarca Jacó, prefiguravam o diaconato cristão. Eles foram escolhidos por Deus, por intermédio de Moisés, para auxiliarem o Sumo Sacerdote Aarão e os demais sacerdotes israelitas, seus descendentes, no exercício litúrgico e no cuidado com as coisas sagradas presentes no tabernáculo, bem como nos rituais sacrificiais.

O Senhor disse a Moisés: “Manda vir a tribo de Levi e apresenta-a ao sacerdote Aarão para servi-lo. Os levitas se encarregarão de tudo o que foi confiado aos seus cuidados e aos de toda a assembleia, diante da tenda de reunião: e farão assim o serviço do tabernáculo. Zelarão por todos os utensílios da tenda de reunião e do que foi confiado aos cuidados dos israelitas; e farão assim o serviço do tabernáculo (Números 3,5-8). 

Diferente dos demais israelitas, a Tribo de Levi não possuía terras em Canaã, pois o próprio Senhor era a sua herança (cf. Deuteronômio 18,1). O serviço constante a Deus permitia que os levitas tivessem um contato contínuo com o Deus de Israel, algo mais valioso e precioso que qualquer propriedade terrena. Assim, percebemos que o serviço a Deus não é um peso, mas uma dádiva, uma herança que Ele destinava aos levitas na antiga aliança e agora reserva aos diáconos, os homens do serviço.

No Novo Testamento, percebemos a continuidade desse ministério de serviço, não mais com os levitas, mas com os diáconos. Em Atos 6,1-7, vemos que com o crescimento dos cristãos, surgiu na Igreja nascente a necessidade de assistência às viúvas, a distribuição de alimentos aos pobres e outras necessidades da Igreja. Contudo, os apóstolos precisavam anunciar o evangelho e não conseguiam suprir essas novas demandas. Assim, os apóstolos chegaram à conclusão de que era necessário que sete homens repletos do Espírito Santo fossem escolhidos para tal função:

Não está certo que deixemos a pregação da palavra de Deus para servirmos as mesas. Irmãos, é melhor que escolham entre vocês sete homens de boa fama, repletos do Espírito Santo e de sabedoria e nós o encarregaremos desta tarefa. Desse modo, nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da palavra (Atos 6, 2b-3). 

Assim, sete homens foram escolhidos e apresentados aos apóstolos, que lhes impuseram as mãos para o serviço diaconal. Dessa forma, começou o ministério diaconal na Igreja. Conforme atestado nas Escrituras Sagradas, este ministério era ativo e profundamente marcado pela manifestação do Espírito Santo. O apóstolo São Paulo saudou os diáconos juntamente com os bispos na carta aos Filipenses (cf. Filipenses 1,1), e o diácono Filipe foi usado profundamente pelo Espírito Santo para pregar em Samaria (cf. Atos 8,9-25) e para batizar o eunuco etíope (cf. Atos 8,26-40).

O diaconato cristão nasce intimamente conectado ao serviço à Igreja de Deus, e essa missão continua até os dias de hoje. Os diáconos são homens chamados ao exercício do serviço cristão, e o grande chamado de cada diácono é levar o Cristo Servo aos que mais precisam, não apenas em suas paróquias e comunidades, mas em todos os lugares onde haja necessidade como presídios, hospitais, cemitérios etc. O Cristo Servo deseja lavar os pés dos mais necessitados, limpando suas impurezas e dando-lhes dignidade e nova vida, e deseja fazer isso por meio dos diáconos. A herança dos diáconos é o serviço contínuo a Deus na liturgia, aos pobres e na pregação da palavra de Deus. 

O bom exercício desse ministério é acompanhado de uma grande promessa do Senhor: “Aqueles que exercem bem o diaconato conquistam para si mesmos posto de honra, bem como muita intrepidez fundada na fé em Cristo Jesus.” (1 Timóteo 3,13). O serviço a Cristo não nos promete bens terrenos, mas bens celestiais como honra e intrepidez em Cristo Jesus. Honra é um posto de respeito, dignidade e integridade. Assim como os homens escolhidos para serem ordenados pelos apóstolos deviam ter boa fama, ser repletos do Espírito e dotados de Sabedoria, também os diáconos devem ser homens honrados e dotados de respeito pelas coisas de Deus, inclusive para seu chamado diaconal, para que haja um melhor exercício da sua diaconia. Já a intrepidez é coragem ou bravura. O diácono que bem exerce seu ministério deve ser corajoso em levar a presença do Cristo Servo onde mais for preciso, até mesmo em lugares desafiadores onde ninguém, a não ser Deus, quer ir por meio de seu diácono: “Pois Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de poder” (2 Timóteo 1,7). Honra e intrepidez são as heranças prometidas aos que exercitarem dignamente o diaconato, por isso não devemos desanimar, porque Deus nos dá as ferramentas necessárias para cumprirmos nossa missão junto a Igreja e ao povo de Deus.

Peçamos a Nossa Senhora que auxilie todos os diáconos em seu ministério diaconal de serviço. Maria, que diante do anúncio feito pelo Anjo Gabriel que ela seria mãe do Salvador se declarou “serva do Senhor” (Lucas 1,38) e exerceu esse serviço por meio da visita e auxílio a sua prima Santa Isabel nos dias de sua gestação, sabe bem a importância do serviço a Cristo através dos irmãos e a forma como o serviço pode ser um meio pelo qual as pessoas recebem o toque do Espírito Santo. Que, a seu exemplo, nós diáconos possamos sempre renovar nossas promessas de ordenação, onde nos colocamos a serviço da Igreja e do povo de Deus, e recitar com fé, força e convicção: “Eis aqui o servo do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra”, para que a dinâmica do serviço se concretize em nossas vidas todos os dias. 

Diácono Jorge Luís Lopes dos Santos (Tuite).

Arquidiocese de Juiz de Fora. 

Referências 

VATICANO II. Constituição dogmática “Lumen Gentium” (21 nov. 1964). In: Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II. São Paulo: Paulus, 2001.

JOÃO PAULO II. Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Edições Loyola, Paulus, 1999.

BÍBLIA. Bíblia de Jerusalém. Nova edição, revista e ampliada. São Paulo: Paulus, 2002.

Diaconato da Arquidiocese de Montes Claros Realiza Retiro

Foi realizado entre os dias 16 e 18 de setembro o retiro da CAD da Arquidiocese de Montes Claros, onde padre Raimundo Donato realizou a pregação.

JESUS: O ORANTE DO PAI QUE NO ENSINA A REZAR (Lc 11,2-4)

                                                    “Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).

No atual contexto de pós-modernidade, de crise de todas as instituições, de fragmentações, de fundamentalismos, de violência crescente, de correria, de estresse, muita gente está buscando um oásis de paz em experiências de oração, em grupos de louvores etc. “A oração é tudo”, dizem uns. “O importante é ser solidário e lutar por justiça”, dizem outros. Diante desse quadro, faz bem refletir, pois certos tipos de oração reforçam processos de alienação e de fuga do mundo.

Orar, sim, humaniza, mas não qualquer tipo de oração. A questão essencial não é orar ou não orar, mas que tipo de oração praticar. No Retiro que aconteceu de  16 – 18 de setembro , na casa de Nazaré,  propomos aos Diáconos e esposas a rezar com a ajuda da Leitura orante da Bíblia. Os textos utilizados foram as 7 vezes que Jesus reza no Evangelho de Lucas (escolha dos Doze, Marta e Maria, Pai-Nosso e etc).

O Evangelho de Lucas revela um Jesus orante, que cultiva a intimidade com o Pai pela oração. Jesus se prepara, por meio da oração, para um encontro face a face, olho a olho, com o Pai, com os outros e consigo mesmo. Uma oração libertadora mergulha-nos no mais profundo da nossa subjetividade, lá onde as palavras se calam e a voz de Deus se faz ouvir como apelo e desafio.

O autor do evangelho de Lucas dá uma importância muito grande à comunicação com Deus, de modo efetivo e afetivo. A apresentação de Jesus orante é de suma importância para o discípulo, porque uma das atitudes fundamentais do seguimento de Jesus é precisamente a contínua comunicação com Deus, mistério de amor que nos envolve.

Jesus reza nos momentos mais importantes da sua vida. Por isso optamos por ajudar os Diáconos Permanentes e esposas da Arquidiocese de Montes Claros a meditar sobre os momentos em que Jesus entra na intimidade com o Pai e mergulha no mistério de Deus que é o Grande Silêncio da Criação.

Espero ter ajudado os Diáconos a experimentarem Deus em suas vidas e ministérios e poderem servir mais a Deus na nossa amada Arquidiocese de Montes Claros.

 Em Cristo.

Pe. Raimundo Donato

Arcebispo de Belo Horizonte nomeia Casal para Coordenação do Diaconato Permanente

No dia 1 de junho de 2022 foi nomeado oficialmente pelo arcebispo de Belo Horizonte e presidente da CNBB, o primeiro casal coordenador da Comissão Arquidiocesana de Diáconos e Esposas (CADE): Diác. Flávio Coelho Guimarães, e esposa, sra. Marisa Lara Guimarães.

Responsáveis pela Família Diaconal (diáconos, esposas, vocacionados) com a presente nomeação se tem oficialmente eleita a primeira mulher (esposa) como coordenadora da Comissão de Diáconos e Esposas.
O presente ato é inédito no Brasil e talvez em toda a Igreja Católica Universal.
Com a nomeação da primeira mulher (esposa) coordenadora da Comissão de Diáconos e Esposas se reconhece, seguindo os passos do Papa Francisco e da sinodalidade, a valorização da mulher em cargo de suma importância na Igreja e à frente de um ministério ordenado.
Na Arquidiocese de Belo Horizonte, as esposas participam do Conselho Particular do arcebispo, onde promovem a análise dos vocacionados ao diaconato permanente, o escrutínio dos que serão ordenados, com direito a voz e votos que são rigorosamente levados em consideração e importância.
Também são responsáveis e coordenam os encontros vocacionais, passando pelas esposas o primeiro contato e orientação aos vocacionados ao diaconato permanente.
São as esposas grandes protagonistas do chamado diaconal familiar, sendo elas linha de frente no trabalho de evangelização, celebração da Palavra, exéquias, partilha da Palavra nas casas, visita aos doentes, hospitais e aconselhamentos.
Não se pode mais falar em vocação diaconal sem reconhecer o papel protagonista da esposa, e que este chamado passa também por elas e por seu sim em primeiro lugar, sendo na verdade uma vocação familiar.

Arquidiocese de Montes Claros Realiza Retiro Espiritural do Diáconos Permanentes

Nos dias 17, 18 e 19 de setembro de 2021, foi realizado o retiro anual dos Diáconos Permanentes, da Arquidiocese de Montes Claros. O retiro aconteceu na Casa de Nazaré.
Neste ano, padre Fernando Andrade, pároco da Catedral Metropolitana de Montes Claros, conduziu as reflexões, sob o tema: “A história de um servo do Senhor”.
O encontro contou com a participação de trinta diáconos permanentes e foi prestigiado com a presença de Dom João Justino Medeiros Silva, Arcebispo de Montes Claros que conduziu a oração da manhã no sábado.
Ao final, todos os participantes saíram renovados para escreverem uma nova história como servos do Senhor.

Vocação Diaconal: o ser e o fazer

Neste mês vocacional refletiremos um pouco mais sobre o diaconato, que foi instituído na Igreja Cristã com o propósito de assistir as pessoas pobres da igreja. Foram escolhidos sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria (At 6,3). Dessa forma, os apóstolos que estavam sobrecarregados com este serviço puderam se dedicar exclusivamente à oração e ao ministério da Palavra (At 6,4).

Diakonia é a palavra grega que define a função dos diáconos. Esta palavra significa serviço e possui muita importância para a Igreja, sendo este serviço conferido no Sacramento da Ordem através da ordenação diaconal, imprimindo um caráter indelével, ou seja, para sempre.

Na igreja latina o diaconato permanente passou 1600 anos quase invisível, sendo restaurado no Concílio Vaticano II, pois até então era conferido apenas àqueles que seriam ordenados presbíteros (diácono transitório). Hoje sabemos que a igreja possui dois tipos de diaconato: o transitório (para os que aspiram o presbiterado) e o diácono permanente, ficando permanentemente diáconos e estes podem ser celibatários ou casados. É um ministério de instituição divino apostólico e deve sempre existir na igreja.

É importante destacar que mesmo no diaconato transitório o diácono não exerce o ministério “apenas para ser padre”. Diácono é primeiro para ser diácono, porque foi chamado ao diaconato. É o terceiro grau do sacramento da ordem, sendo esta composta por três graus: o 1º grau episcopado, 2º grau presbiterado e o 3º grau diaconato.

Pela imposição das mãos ele recebe os dons do Espirito Santo para ser servo. Ser servo foi a missão de jesus que não veio para ser servido mas sim para servir, dando a vida até a cruz. O diaconato é dado para que aquele homem tenha uma vida que lembre a todos que cristo é servo e que a missão do cristo é servir, sendo ordenados para o serviço do altar, da palavra e da caridade.

O testemunho diaconal deve estar sempre mais no ser do que no fazer. Ao ficar uma hora em meditação ou oração talvez passe pela cabeça que aquele momento é uma perca de tempo e que seria mais importante correr atrás das “coisas de Deus” e assim acabamos esquecendo o “Deus das coisas”.  As coisas passam e só Deus permanece. Que possamos colocar nosso ser como mais importante diante de tantos desafios que o fazernos coloca para que de fato sejamos pessoas íntegras, doadas inteiramente e por completo a Jesus, o Bom Pastor, o servo de todos os servos que está em nosso meio como aquele que veio para servir.

No serviço do altar é o que apresenta o pão e vinho ao presbítero para que este ofereça a Deus o Sacrifício, que apresenta a oferta do povo e que zela pelos objetos litúrgicos; no serviço da palavra ele auxilia o presbítero na catequese, proclama o evangelho nas celebrações, faz homilias e pregações; e no serviço da caridade o diácono é intimamente ligado ao serviço social da paróquia sempre ajudando os pobres e necessitados. Um diácono pode batizar, assistir matrimônios, levar a Eucaristia aos enfermos, dar bênçãos, celebrar a Liturgia da Palavra, pregar, evangelizar, aconselhar, Celebrar as Exéquias e catequizar. Porém, não pode, ao contrário do sacerdote, celebrar o sacramento da Eucaristia (Missa), ouvir confissão e nem administrar a unção dos enfermos.

Ficando viúvo não se torna padre, mas sim um “diácono-viúvo”. Em algumas dioceses o diácono viúvo realiza uma complementação de estudos e é ordenado presbítero, mas isto não é regra e dependerá das necessidades da diocese bem como da anuência do bispo local. O diácono permanente não é um “quase-padre”, “substituto do padre” ou “mini-padre”. O diaconato e presbiterado estão intimamente ligados, mas são vocações distintas. Muitas vezes as atribuições deste ministério são difíceis de serem compreendidas, pois o diácono está “entre” os sacerdotes e os leigos, porém o diácono não é leigo e nem um sacerdote.

Não é honra, mas serviço. Não é poder, mas é se tornar um servidor na obra de evangelização, anunciando ao Senhor através de suas ações sendo homens da Palavra e de Palavra. Já dizia São Francisco de Assis quando enviava os Frades em missão: “Ide Evangelizar e se for preciso, use as palavras”. São homens que estão à disposição principalmente dos mais necessitados, ocupando-se do cuidado aos pobres, excluídos e marginalizados. A prática diária da oração, meditação e Eucaristia é a força que move este ministério.

O diácono não pode esquecer a família. A família deve apoiar o diácono no ministério mas este nunca deve estar totalmente ligado ao ministério diaconal esquecendo sua família, uma vez que ele desempenha a dupla sacramentalidade e o primeiro serviço do diácono está em sua família (matrimônio), devendo haver então equilíbrio entre a família e o ministério diaconal.

A palavra “vocação” vem do latim que significa “chamado”. Toda vocação sempre é iniciativa de Deus. “Não fostes vós que me escolhestes, mas eu vos escolhi” (Jo 15,16). Há lugar e oportunidade para todos e ninguém pense não ter uma vocação. Todos têm um Chamado pessoal de Deus a ser realizado na Igreja. E este é um tempo propício para cada um dar uma resposta concreta de amor a Deus.

São Lourenço, rogai por nós!

LEONARDO FLAUSINO, vocacionado ao diaconato permanente.

Esposa Taiane Dantas Silva.

Diocese de Ituiutaba-MG

Dez Anos do Diaconato Uma década a serviço do povo de Deus na Arquidiocese de BH

Nossa querida arquidiocese de Belo Horizonte, completou em 2021 seu centenário, com muitos motivos para celebrar. Na riqueza dos motivos a serem celebrados, destacamos a presença do diaconato permanente em nossa arquidiocese há uma década.

1a Ordenação

Desde 2011, com a ordenação dos sete primeiros diáconos permanentes, a caminhada do diaconato permanente escreve sua história na evangelização nas comunidades e paróquias que compõem nossa arquidiocese. Dentre os ministérios ordenados que existem, desde as primeiras comunidades cristãs, o diácono sempre cumpriu um importante papel na vida eclesial. Encarnando a dimensão do serviço e a figura do Cristo Servo, o diácono vive sua vocação a partir dessa dimensão própria de seu ministério. Apesar de, por vários fatores, no ocidente a figura estável do diácono ter desaparecido por quase mil anos, o Concilio Vaticano II resgatou e restabeleceu o diaconato permanente, inclusive para homens casados, como grau próprio, dentre os ministérios ordenados, além do Presbítero e do Bispo. A luz das necessidades pastorais da Igreja particular de Belo Horizonte, o diaconato foi trilhando um percurso bonito, constituindo um corpo diaconal vivo e atuante, atento aos desafios colocados para a fé cristã neste milênio. Sua estruturação foi tomando novos caminhos abertos ao que o magistério da Igreja acenava como caminhos nos quais o cristão devia seguir. Inicialmente organizado a partir de suas instancias arquidiocesanas, foi aos poucos descobrindo novas formas de se aproximar da realidade eclesial presente em nossa arquidiocese. Atualmente, existem quatro estruturas que organizam a vida, a formação e o trabalho pastoral dos diáconos na Arquidiocese de BH. Temos a CADE, que é a Comissão Arquidiocesana de Diáconos e Esposas, que congrega e representa os diáconos ordenados e esposas; o CADIPE, que é Conselho Arquidiocesano para o Diaconato Permanente que articula a dimensão formativa dos vocacionados, futuros diáconos; a Escola Diaconal São Lourenço que cuida da formação teológica; e as Diaconias Forâneas, que são as comunidades de vivencia diaconal, que também assumem parte da formação diaconal e todo trabalho de evangelização.

Diaconia – Catedral Cristo Rei

As diaconias já são um fruto maduro dessa caminhada, considerando as diretrizes da ação evangelizadora da Igreja do Brasil, indicando o caminho das pequenas comunidades missionárias, como um modelo de vivencia eclesial que promove a proximidade dos diáconos com suas realidades e espaço de aprendizado, convivência, oração e de troca de experiências. Hoje são quase quarenta diaconias presentes no território da Arquidiocese, mostrando sua capilaridade e vitalidade, mesmo em tempos desafiadores, como na pandemia. Também louvável e em sintonia, com as diretrizes da Igreja, se deu uma bonita participação e protagonismo das esposas dos diáconos e dos vocacionados à frente dos vários trabalhos e missões do diaconato permanente na Arquidiocese. Como nos ensina o Papa Francisco na Exortação Apostólica Pós Sinodal “Querida Amazonia” (nº 99-100), que ressalta a necessidade de envolver e encontrar caminhos para que possamos na Igreja ter uma participação das mulheres, que enriquece e completa a vivência do evangelho em nossas comunidades. Em nossa Arquidiocese essa participação já acontece, tendo no diaconato permanente, espaço para atuação e presença das esposas nas suas instancias de decisão.

Já são mais de uma centena de diáconos, presentes em vários âmbitos das pastorais, desde a presença em organismos em nível arquidiocesano, regionais e forâneos, nos condomínios, edifícios, conjuntos, e até a presença nas periferias, em especial nas vilas, favelas e aglomerados. Completamos uma década desta caminhada diaconal, com a maturidade de ter um rosto diaconal sendo claramente delineado nas ações de várias pastorais, como na pastoral da esperança, pastoral hospitalar, pastoral do menor, pastoral familiar, pastoral de rua e outras tantas presenças em todas as pastorais sociais. Também exercem uma belíssima evangelização na diversidade das realidades que estão abarcadas em nossa Arquidiocese. Na zona rural a presença mais que necessária da Igreja se dá muitas das vezes pelo trabalho conjunto de tantos agentes de pastoral leigos e diáconos que juntos realizam um bonito trabalho nas comunidades, como no Vale do Paraopeba, na região de Brumadinho, lugares onde o serviço aos que sofrem são tão importantes e necessários.

Temos construído na caminhada do diaconato permanente, uma pastoral da comunicação, genuinamente diaconal com produção de conteúdo, que trata da família diaconal e sua ação pastoral, seja da atuação dos diáconos e suas esposas, e também dos vocacionados e esposas que juntos realizam a comunicação, por meio de mais de 30 canais de mídias sociais (do Facebook ao Youtube). Já dispomos de website, de uma rádio na Web “Logos” e temos um quadro chamado “diaconia” apresentado quinzenalmente na TV Horizonte, retratando as diaconias exercidas nos vários âmbitos de atuação. Inovamos a formação diaconal com uma atenção especial ao acompanhamento pastoral, introduzindo o estágio pastoral em todas as etapas formativas, incorporando ferramentas tecnológicas como uma plataforma de gestão do acompanhamento pastoral.

A própria nomenclatura e forma como víamos o diaconato foi evoluindo e se ampliando, de diacônio formado apenas por diáconos, ministros ordenados, passamos a reconhecer e sermos conhecidos como corpo diaconal formado por diáconos, esposas e vocacionados. Posteriormente passamos a reconhecer a Família Diaconal formada por diáconos, esposas, vocacionados, nossos filhos e pais. Hoje falamos de diaconias que envolvem além de toda a família diaconal, todos os agentes de pastoral e evangelizadores que em conjunto com os diáconos e esposas formam uma grande força e frente de evangelização.

Tudo isso, visando dar a missão diaconal uma identidade própria e também reforçando a dimensão da sinodalidade, uma urgência na vida eclesial, como nos exorta o Papa Francisco. Por estes motivos, louvamos a Deus a graça do diaconato na Arquidiocese de BH, lembrando de todos os que contribuíram nesta caminhada: bispos, padres, diáconos, esposas, leigos e leigas, e todo o povo de Deus. Nestes dez anos de caminhada, estamos trilhando um caminho que nos leva a refletir o dom do serviço na Igreja, com humildade e disponibilidade, junto aos pobres, nos vários ambientes e servindo a todos.

Agosto de 2021 – mês vocacional

Centenário da Arquidiocese de Belo Horizonte – Dez anos do Diaconato Permanente

Prof. Diác. Normando Martins Leite Filho, esposo de Maria Aparecida de Lima Martins Leite

Diácono Permanente da Arquidiocese de Belo Horizonte

Professor Universitário, Filósofo e Teólogo

Mestre em Educação Tecnológica