Vida e morte: realidades da mesma existência

“Para os que creem em vós, a vida não é tirada, mas transformada.” Esse trecho, retirado do Prefácio dos Fiéis Defuntos I, pode ser visto em algumas lápides cristãs mundo afora. A relação vida-morte-vida é um dos fundamentos de nossa fé cristã. Para os seguidores de Jesus, não é possível separar esses eventos, e precisamos ser vigilantes para aprender as lições que elas têm a nos dar.

Ainda me inspirando na liturgia, destaco um episódio único da vida: o dia de nosso batismo. A celebração desse sacramento é carregada de símbolos riquíssimos que remetem a Cristo, no qual somos mergulhados, enxertados, configurados.

Conforme o costume em muitos lugares, no caso do batismo de crianças, o rito inicia-se com o bebê nos braços da mãe. Tal como fez Maria em relação a Jesus (Lc 2,22-32), a mulher apresenta a Deus e à comunidade o fruto de seu ventre, de seu do coração. Após consagrar o rebento ao Criador, no fim da celebração, quando a criança já está inserida no corpo de Cristo, ocorre a bênção solene. Reza-se pelo neófito, pelos pais, padrinhos, pelos outros presentes. Nessa hora, novamente a criança está no colo da mamãe. É como se Deus dissesse: “No ventre, no coração, você gerou esta preciosa criança e a consagrou a mim, agora eu a devolvo a você e lhe dou a missão de cuidar dela para mim”.

Existe uma bela relação do batismo com as exéquias (ritos fúnebres). Além da presença da água, com a qual o corpo e o túmulo são aspergidos, há a prece da “encomendação”, quando a família, os amigos e a comunidade entregam, devolvem a Deus a pessoa querida. Um emocionante, não raro difícil, ofertório, pelo qual colocamos nas mãos do Senhor tudo o que aquela pessoa representou em nossa história: as vitórias, as fraquezas, as alegrias, os assuntos interrompidos, as broncas, os frutos de sua missão nesta terra. E o Deus misericordioso acolhe, na vida plena, o filho ou a filha tão amada.

Os vivos e os mortos para o cristianismo

Para o cristianismo, o olhar sobre a vida e a morte costuma ser bem deferente. Quando oramos em favor de alguém que já se foi, não estamos nos referindo a mortos. Segundo nossa fé, trazemos ao coração pessoas vivas, irmãos e irmãs que estão em outra realidade (veja novamente a frase litúrgica a abrir este texto).

Há, por outro lado, muitos “mortos” perambulando por aí. À primeira vista, parecem até vivos e “bem de vida”. Estão de pé, conversam, comem e bebem, até compram e vendem. Entretanto, a todo instante, maquinam um modo de promover a violência, a injustiça, a discórdia; enfim, mais morte. Estar nas trevas é a morte.

Podemos também trazer dentro de nós experiências alternadas de morte e de vida. Quem nunca se deparou, já no fim do dia, com um arranhão ou um hematoma no corpo? Onde nos ferimos? Por que nem notamos nossas próprias feridas? Qual de nós presta atenção à própria respiração, sentindo o prazer de nutrir-se do sopro vital nos dado como graça? Onde estávamos em nossos instantes de morte e vida? Quantas vezes, pelo pecado, nós nos afastamos de Deus? Como o joio e o trigo, portamos a vida e a morte, ciscos e travas, sempre mais fáceis de apontar quando é no outro.

Não é demais recordar: “Eu vim para que todos tenham vida, e a tenham em abundância” (Jo 10,10b). Não interessa tanto ou quanto tempo estaremos por aqui, mas o como, mesmo nos arranhões de nossos dias.

Pendências

Na década de 1990, ajudei a produzir uma reportagem sobre a morte. Não me estranhem, mas confesso: foi um dos trabalhos mais marcantes de minha carreira profissional. Uma pena, mas não recordo bem os detalhes dessa matéria, mas ficou marcada para mim uma pergunta feita por um tanatólogo, profissional especializado no fenômeno vida-morte: se eu receber a notícia de que morrerei daqui a quinze minutos, como aproveitarei meu tempo restante?

Segundo o estudioso cujo nome se perdeu em minha memória após tantos anos, se uma pessoa tem o desejo de resolver várias pendências emotivas e práticas em intervalo tão curto, significa que ela vai morrer mal, porque viveu mal. Morre bem quem vive bem, conforme nos disse naquela ocasião. Como esquecer essa máxima? Quanto ensinamento a morte pode nos dar!?

A Sagrada Escritura, com destaque para os Evangelhos, sempre nos chama à vigilância. Devemos estar acordados e bem preparados para o encontro com o “noivo”, o “senhor da vinha”, o “patrão”, o “ladrão”, Aquele que chega sem avisar. Precisamos ter combustível suficiente para nossas lâmpadas, o óleo da experiência pessoal e intransferível.

Preocupação pastoral na pandemia

A elaboração do luto é outro aspecto da vida-morte-vida que não pode ser ignorado. Em um contexto industrial e urbano como o nosso, e mesmo em nossas comunidades de fé, há uma tendência em jogar para debaixo do tapete a carga da morte. Quanto crucifixo não foi trocado por uma imagem de Jesus já ressuscitado? Um modismo questionável não somente do ponto de vista artístico, litúrgico e catequético, mas que pode nos levar a ocultar outros crucificados e cruzes da vida, inclusive a implacável dor de uma perda.

Pelo olhar antropológico, precisamos, sim, de ritos fúnebres, de viver o luto. Nesses dias, é melhor o roxo ao dourado. Embora devamos testemunhar a vitória da vida sobre a morte, como manda nossa mais básica fé, necessitamos dessa pausa.

Como ministro ordenado e próximo à realidade eclesial de um querido povo, admito que estou apreensivo por muitas famílias não poderem manifestar o luto nestes difíceis tempos de pandemia. As pessoas falecidas em decorrência da covid-19 tiveram de ser sepultadas às pressas, sem os devidos ritos que cada cultura reserva a seus mortos. As despedidas, mesmo para quem partiu por outros motivos, são breves, superficiais, praticamente à beira do túmulo.

Teremos de buscar uma solução pastoral, ainda que seja preciso esperar um pouco. Visitas às famílias, escuta, dias de oração e homenagens, criação de memoriais, parceria com profissionais… Alguma coisa precisará ser feita em nossas comunidades. Ciclos precisarão ser encerrados e pensadas muitas feridas ainda latejantes. Como é difícil compreender o glorioso Domingo da Ressurreição sem a Sexta-Feira da Paixão!

Dedico este texto a meu sogro, o sr. Moacir Alberto de Oliveira, falecido em 25 de outubro último. Bendito seja Deus por sua vida!

Artigo publicado originalmente no blog da Província Brasil Norte da Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo (SSpS): blog.ssps.org.br

Alessandro Faleiro Marques

Diácono permanente na Arquidiocese de Belo Horizonte, professor de Língua Portuguesa, editor de textos para as irmãs servas do Espírito Santo.

Arquidiocese de Montes Claros realiza retiro de Formação para Diáconos Permanentes

Com o tema “O Diácono como Servidor nas e das Comunidades Eclesiais Missionárias” aconteceu no dia 10 de outubro de 2020, na Comunidade Esdras, um dia de formação e espiritualidade para os diáconos permanentes da Arquidiocese de Montes Claros. Participaram deste encontro dezoito diáconos permanentes, outros 16 já haviam feito o retiro no dia 26 de setembro conduzido pelo padre Gledson Eduardo de Miranda Assis.

            O retiro, que seguiu todos os protocolos de prevenção ao Covid-19, foi conduzido por Dom João Justino de Medeiros Silva, Arcebispo Metropolitano de Montes Claros, que trabalhou na perspectiva da oração, meditação e celebração, no horizonte daquilo que é recomendado pelo papa Francisco e à luz das orientações da Assembleia Arquidiocesana de Pastoral.

            Nesse dia, aprofundou-se a temática do anúncio da palavra, ou seja, o diácono como servidor da Palavra e também  o diaconato como Serviço aos Pobres e o Diácono como Guardião do Serviço.

A formação teve seu referencial nos textos do magistério do Papa Francisco sobre o diaconato; o que oportunizou ao arcebispo metropolitano, junto aos diáconos,  vivenciar a partilha e escuta, levando os temas abordados à vivência da igreja particular de Montes Claros.

Para o diácono João Batista, participante da formação, o retiro foi muito  proveitoso: “Como foi bom esse Retiro com a orientação do nosso Pastor, ouvindo sua voz (ESCUTA), ajuntando com ele, observando os caminhos apontados, examinando e comungando com ele as preocupações com o Redil e com as outras ovelhas desgarradas, esquecidas, desprotegidas, desfiguradas, feridas, machucadas, com sede e com fome!”

Dom João Justino ressaltou a importância deste encontro “testemunho que foi um dia muito fecundo, sobretudo porque os diáconos levaram muito a sério as propostas… A partilha possibilita tocar de forma muito experiencial a vida e a história de cada um dos diáconos permanentes” e se mostrou satisfeito com o formato do retiro: “Acredito que esta modalidade de encontro abre as perspectivas para outros encontros neste mesmo formato.”

A formação foi encerrada com a Santa Missa seguida de um jantar servido aos participantes.

Santidade, Perfeição ou Misericórdia?

A inspiração para o texto dessa semana vem com a pergunta de um jovem crismando, o Teófilo, mais uma vez, o amigo de Deus, como seu nome significa. Num encontro virtual, mas de forma bem realística, ele me questionou: – O que Deus quer de nós, diácono? Quer que sejamos santos ou que sejamos perfeitos?  Tem jeito isso, “véi”?!

Tem jeito sim Teófilo, e significa algo bem mais simples do que suspeitamos. A questão do nosso crismando é pertinente, sobretudo se nos voltarmos para a Palavra de Deus e tirarmos dela nossa fonte de inspiração. Por ela Deus nos admoesta: “Sede santos, porque eu sou santo”! (Levítico 11, 44). E essa admoestação foi confirmada pelo Apóstolo Pedro que assim se expressa: “‘Sede santos, porque Eu Sou santo!’ … Vós, no entanto, vos santificareis e sereis santos, pois Eu Sou Yahweh, o SENHOR vosso Deus” (1Pedro 1, 16), fazendo menção aos preceitos veterotestamentários, ou seja, do Antigo Testamento. Dessa forma, antigo e novo testamento nos apresentam o mesmo preceito: a santidade.

Mas interveio Teófilo, inquieto: – Mas no evangelho de Mateus está escrito – “Sede perfeitos como vosso Pai é perfeito”!  (Mateus 5, 48), diácono. E foi logo compartilhando a tela, mostrando-nos o texto como se lê para que não tivéssemos dúvidas.  – E então, é para sermos santos ou perfeitos?   

Coloquei ainda mais lenha na fogueira quando, ao invés de responder como ele queria, fiz outra observação, mas indicando agora o evangelista Lucas, que em algumas traduções não admoesta nem à santidade e nem à perfeição, mas à misericórdia!! Lemos: “Lemos: Sede misericordiosos como vosso Pai é Misericordioso!” (Lucas 6, 36). Ainda mais perplexo Teófilo se expressou: – Ih, agora lascou!!!!! É para ser santo, perfeito ou misericordioso? Aí deu ruim diácono!!!

Depois que rimos um pouco da “saia justa” na qual Teófilo se encontrava, fiz uma provocação: E se não precisássemos escolher entre um dos preceitos? E se ao invés de ou santidade, ou perfeição, ou misericórdia, estivéssemos sendo admoestados a sermos santos, perfeitos e misericordiosos? E se o projeto de Deus levasse em conta as três realidades?  Talvez seja essa a postura mais adequada.

Para tanto, teremos de partir do menor e mais importante versículo bíblico. Menor em extensão, mas absolutamente talvez o mais importante por ser aquele que define o ser mesmo de Deus: sua santidade, sua perfeição, sua misericórdia! Eis o versículo: “Deus é amor”! (1 João 4, 8b).  E todo aquele que ama mostra que vem de Deus e está com ele, pois no versículo anterior ainda lemos que “o amor vem de Deus”.

Em seu amor Deus nos destinou para sermos santos, que etimologicamente sugere ser separado, consagrado, posto à parte, como que preservado, uma porção escolhida. A santidade que Deus espera de nós é não nos conformarmos (mente e coração) com as coisas deste mundo, seus esquemas injustos e sua maldade, mas agirmos como filhos da luz. Para isso “ele nos criou com bênção espirituais em Cristo e nos escolheu nele antes ad criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis, diante de seus olhos”! (Efésios 1, 2-4). O amor, pois, nos destinou à santidade.

Esta condição de santidade nos coloca no mundo de forma diferenciada, capazes de romper com o ciclo da violência e do ódio pelo vínculo do amor. Somente pelo amor compreendemos que não se trata de sermos perfeitos no sentido de não possuirmos limitações e fraquezas, mas no sentido de vivermos a perfeita ação de amar, a Deus em primeiro lugar e por extensão ou consequência aos irmãos e irmãs. Trata-se, antes, de sermos perfeitos no amor: “No amor não há medo. Antes, o perfeito amor lança fora todo medo … e quem tem medo não é perfeito no amor”! (1 João 4, 18).

Quando compreendemos esta nossa missão de perfeição no amor, compreendemos igualmente que a única expressão realmente válida de amor é a misericórdia, que nos ensina a olhar-nos, olhar os outros e ao mundo com o coração de Deus revelado no coração sagrado do Filho que nos deu a máxima expressão de amor do alto da cruz: “Pai, perdoai-lhes, eles não sabem o que fazem”! E antes disso, para que não tivéssemos dúvida alguma de que a misericórdia é a autêntica expressão do ser de Deus, nosso Pai, nos ensinou: “todas as vezes que fizestes isso a um destes meus irmãos mais pequenos, foi a mim que o fizestes”! (Mateus 25 40b). O que fizeram, perguntar-nos-íamos? Agiram com misericórdia.

Pois é meu caro Teófilo! Vês como não só é possível como é esta nossa missão. Estar neste mundo, mas com ele não se conformar; sermos perfeitos no amor, jogando fora todo medo; agindo com misericórdia, pois não podemos dizer que amamos a Deus, se desprezamos nossos irmãos. Deus, com seu Espírito, nos confirme sempre em seu amor!

Diácono Robson Adriano

robsonfil@gmail.com

Peça à mãe que o filho atende!!!

A senhora Maria entrou apressada na sala de espera do doutor Jésus, cardiologista famoso no pequeno vilarejo chamado Cordisburgo, a cidade do coração! Médico muito requisitado por ali devido amplo conhecimento que tinha em matéria do coração, tanto pelo que aprendeu na faculdade (afinal, coração era sua especialidade) e mais ainda pelo que aprendeu com a vida (já era quase um centenário naquele pequeno vilarejo). A sala de espera estava cheia. Muita gente sem horário marcado tentando uma “brecha” na agenda do doutor. Entretanto, a senhora Maria estava tranquila: tinha conseguido um horário com o doutor. Depois de muitos dias tentando em vão, e quase já desistindo, uma amiga interviu e ali estava ela. Não demorou muito para ser atendida. Como de costume, com um sorriso largo e cativante no rosto, o doutor fê-la sentar-se carinhosamente e já foi perguntando: – “Em que posso ajudar, dona Maria?”  Durante toda a consulta, entre dizer os seus sintomas e entre ouvir a opinião do doutor, dona Maria incomodava-se com uma pequena imagem de Nossa Senhora dos Remédios que ficava na parede à sua frente, num oratório a ela dedicado. Não se aguentando, quase ao final da consulta, perguntou ao doutor: “- quem cura a doença é o médico ou a mãe do médico doutor?”, apontado para a sacra imagem!!! Mantendo ainda o mesmo sereno semblante e sem se livrar do cativante sorriso, o doutor lhe dirigiu uma observação: “- Como a senhora pode ver, os meus horários estão todos cheios! O horário da senhora mesmo, por exemplo, só consegui diminuindo meu horário de almoço!” Interrompendo o doutor, foi logo disparando a dona Maria: “- Muito obrigado, doutor! Minha amiga Izabel é que marcou a consulta para mim.” No que continuou o doutor: “– Sim, eu sei! Agora, a senhora é que não sabe que a dona Isabel, sua amiga, é muito amiga de minha mãe. Ela pediu à minha mãe o favor de interceder junto a mim por um horário para a senhora!! Como eu podia negar um pedido de minha mãe, não é mesmo? É como falamos por aqui dona Maria: Peça à mãe que o filho atende! Jesus é o remédio que todos precisamos e quem no-lo deu foi Maria, nossa terna mãe!

Nas famílias mais tradicionais ainda é comum vermos nas paredes da sala um quadro com o sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, ladeados. Dois corações inseparáveis, unidos pelo mesmo amor a Deus. Duas fornalhas ardentes de caridade alimentadas pelo fogo do divino Espírito; fogo do divino amor. Um, a fonte viva que jorra para a vida eterna; o outro, manancial alimentado pela divina fonte. Os dois corações pulsam no ritmo do mesmo amor; um sagrado, o outro, consequentemente, imaculado.

No mês junho, dedicado ao coração sagrado de Jesus e ao imaculado coração de Maria, compreendemos a intenção da Igreja em sensibilizar nossos corações para a importância da maternidade espiritual de Maria, quando a recebemos por Mãe ao pé da cruz, tendo nos representado o discípulo que o Senhor amava e que escutou de sua boca: “Eis aí tua mãe!” (João 19, 26-27), tendo-a recebido por mãe desde então. Mais uma vez testemunhamos não haver competição alguma ou rivalidade entre esses divinos corações!!!

Estas cosias aprendidas desde nossa tenra infância só são bem compreendidas se acalentadas mais pelo afeto do coração, como Maria fazia, do que pela certeza da razão, como muitas vezes os fariseus tentavam fazer, mas acabavam se autojustificando ao invés de crer. Os afetos do coração podem caminhar juntos com a segurança da razão se ambas forem regradas com a sabedoria da fé que se abre para a revelação de Deus.

Foi assim que um amigo meu, pastor evangélico, depois de uma longa caminhada de amizade que cultivamos sem nos digladiarmos por questões doutrinais, pediu-me para apresenta-lo uma única razão bíblica que atestasse que a “historinha” da dona Maria pode ser levada a sério e de que, de fato, se pedirmos à Mãe de Jesus, ele nos atende. Então conversamos longamente sobre as bodas de Caná e a primeira manifestação pública de Jesus em relação aos seus milagres. Depois de todo o diálogo entre Maria e Jesus, do pedido de Maria intercedendo pelo casal e de ouvir de Jesus que a hora dele, fazendo menção ao mistério da cruz, ainda não havia chegado, e esclarecendo a sua relação com Maria no que diz respeito à hora derradeira, é impossível não compreendermos o que ela disse aos serviçais: “- Fazei tudo o que ele vos disser!” E Jesus obedeceu, a água transmutou-se, o vinho transbordou, a festa continuou. E obedeceu não como um subordinado, mas com uma obediência afetiva, amorosa, cuidadosa. Obedeceu porque compreendeu que do coração imaculado de sua mãe só aprendera, nesta vida conosco partilhada, o que depois colocou em prática: “eis aqui, a serva do senhor. Faça-se em mim segundo a vossa vontade!” (Lucas 1, 38). Aprendendo humanamente de sua mãe, o Senhor nos disse: “Eis que vim para servir, não para ser servido!”

Mãe e Filho tinham, assim, a mesma missão: “Aqui estou [aqui estamos] para fazer [para fazermos] a tua vontade”! (Salmo 40(39), 8).

                                                                                                Diácono Robson Adriano

Retiro Espiritual Diáconos Permanentes da Arquidiocese Montes Claros

Aconteceu no último sábado (dia 26 de setembro), nas dependências da Comunidade Esdras, em Montes Claros/MG, o retiro espiritual com um grupo dos diáconos permanentes da Arquidiocese. Neste ano, em razão da pandemia, os diáconos fizeram o retiro sem a participação de suas respectivas esposas, em foram divididos em 2 grupos. O segundo grupo fará o retiro no dia 10 de outubro.

Desta vez um total de 16 diáconos participaram do retiro, que teve a orientação do Pe. Gledson Eduardo de Miranda Assis, Pároco da Paróquia Mãe Rainha e formador no Seminário Maior. O retiro versou sobre a temática “O diácono como servidor nas e das comunidades eclesiais missionárias” e fundamentou-se sobre 3 pilares fundamentais: a Palavra, os pobres e o serviço. As reflexões e partilhas deixaram-se iluminar pela obra do diácono italiano Enzo Petrolino sobre o diaconato no pensamento do Papa Francisco, publicado pelas Edições CNBB.
Na parte da manhã, após o café, houve uma leitura orante de At 8,26-40, com a qual refletiu-se sobre o aspecto da Palavra, podendo ainda pensar na Diaconia da pregação e a prioridade do Evangelho, recordando a ordenação diaconal. Em todos os momentos houve momentos para a partilha da oração. Ainda refletiu-se sobre e questão da pessoa do pobre e sua pertinência com o ministério da Palavra.
Na parte da tarde continuou-se refletindo sobre as interpelações que a realidade do pobre traz ao ministério diaconal. A seguir, passou-se a meditar sobre o serviço diaconal, entendendo como o ministério diaconal fez de cada uma mais servidor na vida de sua comunidade. O retiro encerrou-se com a Celebração da Santa Missa e um jantar de confraternização.

Deus, amigo da vida!!!

Lembro-me bem e com todo afeto de meu coração daquele dia. Visitávamos a médica para fazermos o nossa primeira ultrassonografia! Estávamos ansiosos para tentar decifrar, nas imagens distorcidas, o contorno de nossa branca flor da alegria (significado do nome de nossa filha, Yasmin Letícia). Na cumplicidade que assume a vida como um DOM e um COMPROMISSO seguíamos cada curvinha ainda indefinível a olhos não iniciados na arte médica. Mas a doutora prosseguia, escrutinando cada pedacinho de gente! Foi quando, atentos, fomos surpreendidos por uma sonoridade incomum: intensa, forte, rápida e pulsante. – Estão ouvindo? – Perguntou a doutora! – É o coraçãozinho da filha de vocês! Para nós, pais de primeira viagem, uma verdadeira sinfonia, tocada pelos acordes sublimes do amor, na grande orquestração da vida, composta por Deus em seu amor. – E ela está medindo cerca da metade de um grão de arroz! Continuou a doutora. Um coração já batendo numa semente de gente do tamanho de meio grão de arroz! Quanta vida! Quanto milagre! Se em nossa limitação e pequenez humana nos deslumbrar assim pela força de uma vida desabrochando, de um rebento florindo, quanto mais Deus que afirma: “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado”! (Jeremias 1, 5). Poderia ser d’outra forma para um Deus proclamadamente “amigo da vida”? (Sabedoria 11, 26b). E conhecendo-nos desde sempre em eterna compleição, amou-nos e consagrou-nos neste amor para sermos dignos do direito sagrado à vida, desde que gestados, até o dia em que completarmos nossa missão.

Mas numa sociedade adoecida demais, solapada por todos os lados pelos contra-valores que minam pouco a pouco o coração dos seres humanos, vamos esmorecendo na esperança, amargurando no desafeto, azedando nas afeições, exorcizando, assim, a gratidão e a alegria do coração. Nessa sociedade do cansaço, da agitação sem pausa, da descontração sem alegria, do trabalho sem vocação, da gritaria sem harmonia, da tolerância sem simpatia, do toque sem a carícia, dos milhares de seguidores, mas sem muita companhia… vai crescendo o número dos que, sob o pesado fardo de um amor não encontrado, são engolidos pela “desrazão” e olhando para um abismo sem fim, não suportando a dor que desaprenderam a contemplar na e pela cruz, rompem com a sagrado liame do viver, ou o impedem àqueles sem voz e ainda sem vez. E seríamos capazes de dizer que isso, assim posto, nada conosco tem haver? Lavaremos as mãos? Apenas ousaremos ajuizar sem compaixão e sem verdade?

Nesta semana nacional pela valorização da vida, e extensivamente em referência ao dia do nascituro, ou seja, aquele que está sendo gerado ou concebido mas que ainda não nasceu, tomemos consciência do afetuoso clamor que sai do coração de Deus: “quantas vezes quis ajuntar os teus filhos como a galinha abriga a sua ninhada debaixo das asas, mas não quisestes! Eis que vossa casa ficará deserta. (Lucas 13, 34b-35). Façamos a parte que nos cabe na difícil missão de minorar os sofrimentos e angústias de tantos que, com os corações desertos, magoados, frios e sem vida, ferem a si próprios num clamor desesperado pelo fim do sofrimento. Ou ainda, a missão de amar a vida acima de tudo, haja o que houver, e não consentir que a vida gerada no ventre, não tenha o direito de nascer, de ter a possibilidade de aprender O “amor tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta”! (1Cor 13, 7).

E para você, quando tudo lhe parecer sem cor e sem tom, e a dor lhe parecer consumir, como já mostrei aqui em outra ocasião, não se esqueça: 1º. Creia em Deus. Um crer que, mais que sentir, entregar-se crendo que o universo inteiro tem um propósito e que o sofrimento faz parte desse propósito; 2º. Deus não está distante. Revelou-se em seu Filho e despertou nossos corações para o verdadeiro amor. E não há nada maior do que este amor; absolutamente nada. Acredite, nada mesmo.  E com este amor, Deus conquistou algumas pessoas para si, e consequentemente, para o bem: confie em alguém, amigo de Deus! Nunca guarde a dor só para si mesmo(a); desabafe, converse, confidencie e permita que este alguém te ajude; 3º. Nunca deixe de fazer o bem, ainda que com extremado sacrifício. O bem é o único capaz de fazer-nos enxergar além de nós mesmos e de nossa dor.

E lembro-me da canção que cantávamos para nossa pequena. Tenho a impressão de que a verdade que ela desvela é a mesma verdade desvelada do coração de Deus por nós: “Floquinhos de algodão misturam-se no azul do céu. Folhas verdes, árvores, pássaros, montes. Tudo mostra quão bonito é o que Deus criou. Tudo mostra quão bonito é o que Deus criou. Você também faz parte dessa criação, como obra bela, obra prima, que Deus, o bom Deus me (nos) deu, meu (nosso) grãozinho de ouro (bis). Abelha faz o mel, o passarinho canta. A árvore com o fruto alimenta o homem. Tudo é sinal do amor de Deus por cada um de nós. Tudo é sinal do amor de Deus por cada um de nós. Você também, com o seu jeitinho de ser, é para mim, concretamente, sinal do amor de Deus, meu (nosso) grãozinho de ouro…

Diácono Robson Adriano

Do virtual ao real, Deus nos ampara em seu amor!

A noite já ia adiantada, engolindo o dia e trazendo consigo o cansaço de mais um dia e a necessidade do merecido descanso. Já ensaiava a oração das completas, convocado pelo hino – “Agora que o clarão da luz se apaga, a vós nós imploramos, Criador: com vossa paternal misericórdia, guardai-nos sob a luz do vosso amor!” – quando fui interrompido pelo telefone. Como o número não fora identificado, relutei em atender, mas decidi fazê-lo uma vez que só iniciava a oração da noite e poderia recomeça-la sem problemas posteriormente. Além do que, às vezes é preciso saber deixar Jesus (na oração) para encontrar Jesus (na vida). Identifiquei rapidamente a voz de uma amiga, assim que a ouvi me perguntando se eu estava bem! Antes mesmo de me deixar respondê-la, já foi logo chorando e desabafando: “não estou bem não, meu amigo! Acabei de perder meu companheiro para um câncer no pulmão! Como se não bastasse, também testei positivo para o COVID 19! Estou em outro estado, e não encontrei ninguém que pudesse sufragar por mim e comigo a alma dele. Pensei em você e se poderia valer-nos nesta hora, ainda que virtualmente. Isso não importa! Ele sempre teve muita fé, eu também tenho e para Deus não há distâncias ou isolamento. Posso contar contigo?”

Alegrar-se com os que se alegram e chorar com os que choram, (cf. Rm12, 15) foi o que são Paulo nos ensinou, depois de ter aprendido com o próprio Jesus. Marcamos, então, as exéquias para um pouco mais tarde. Era a primeira vez que me vi sendo solicitado para o cortejo fúnebre de um falecido de forma VIRTUAL!! O falecido era real, a circunstância real, o sofrimento da amiga real e mais real ainda a sensação de abatimento devido a tanta tribulação; a tristeza era real; o vírus da morte era real, mas também real a fé e a certeza de que, não obstante a virtualidade da forma da celebração, a REALIDADE do amor de Deus fecunda toda dor e toda tristeza, nos amparando sempre.

Carregamos nosso tesouro em vasos de argila, tamanha é a fragilidade de nossa humana condição. (cf. 2 Cor 4, 7). E se não permitirmos que nossa fé fecunde o chão batido de nossos sofrimentos e dores, atolaremos na angústia, no desânimo e destruiremos o sentido de viver!! Pois a angústia sufocará a esperança, o desânimo nos deprimirá e chegaremos à conclusão que não valerá mais a pena viver!!! Mas CREMOS e ousamos professar nossa fé contra toda desesperança. Embora em tudo sejamos atribulados, não somos, esmagados; embora perseguidos, não somos desamparados; embora abatidos, não somos destruídos. Compreendemos que “sem cessar trazemos em nosso corpo a agonia de Jesus a fim de que a sua vida também seja manifestada” em nós. Por isso mesmo não perdemos a coragem e estamos sempre cheios de confiança. (2 Cor 4, 8-10;16. 5, 6)

Por isso mesmo, cada instante e circunstância deve ser aproveitado como se fosse o primeiro, o único e o último! É como nos diz a canção, Verdades do Tempo, É preciso ofertar o amor mais sincero, o sorriso mais puro e o olhar mais fraterno. O mundo precisa saber a verdade: passado não volta, futuro não temos e o hoje não acabou. Por isso ame mais, abrace mais, pois não sabemos quanto tempo temos pra respirar. Fale mais, ouça mais. Vale a pena lembrar que a vida é curta demais!” Devemos degustar a vida, em seu dulçor e sabor, com todo afeto e ternura. Esta intensidade de afeto é a única coisa que, como o amor, jamais passará e nos permitirá, aqui nesta terra, nesta vida, não sucumbirmos aos desamores e desesperanças, bem como na outra vida nos abrirá o coração de Deus em eternidade. Essa é a sabedoria do tempo presente vivido como dádiva em todas as decisões, todos os projetos e considerações! E essa sabedoria nos faz compreender que, embora seja legítimo lágrimas e choro em toda morte, elas brotam do afeto que nos une uns aos outros e estão carregadas de amor. Bem assim mesmo fez Jesus quando chorou a morte de seu amigo Lázaro!

Enquanto escrevia este artigo fui solicitado ainda duas outras vezes para responder à mesma realidade do companheiro de minha amiga, embora não virtualmente. Se juntam às mais de cento e quarenta mil pessoas acometidas pelo vírus nesta pandemia! Não podemos permitir que tais números só nos remetam a uma triste estatística, que de tantos, nos acostumamos com a notícia que nem mais tristemente a recebemos. Por trás de todas elas há histórias sem fim que nos remetem à nossa condição. Por essas pessoas que ficam na companhia da ausência e da saudade, rezamos: “Deus do afeto e do afago; companheiro na vida e na morte. Teu amor fiel por nós não termina nunca. Nosso choro pode até se prolongar por toda a noite, mas tu nos restituis a alegria assim que o dia amanhece. Toca-nos com a tua graça sanadora para que nossa vida seja restaurada e possamos assim viver nossa vocação como um povo ressurreto! Amém!”(CEBI)

Diác. Robson Adriano

Espiritualidade do Avental

Certa vez aproximou-se do Senhor um escriba, talvez motivado pela multidão que circundava o Senhor e pelos relatos dos muitos feitos que eram atribuídos a Jesus, e declarou com toda empolgação: Mestre, eu te seguirei para onde fores!! (Mateus 8, 19). Ao olhar aquele homem e ouvi-lo em seu posicionamento, o Senhor, sempre com muita acuidade espiritual, e amando-o em verdade como sempre fazia, percebeu que aquela motivação inicial pudesse fazer o escriba ter uma visão deturpada do discipulado, do seguimento, uma visão mais romântica do que a realidade na verdade o apresentaria. Lembremos que os escribas eram homens letrados, versados nas Leis e intérpretes da Palavra; conhecedores das escrituras e autoridade na arte da hermenêutica bíblica. Portanto, eram certa referência importante nas comunidades israelitas. Como diríamos nós, talvez ele pensasse estar trocando seis por meia dúzia; trocando uma posição de destaque por outra ao lado daquele homem que curava, reunia multidões, multiplicava pães e peixes, expulsava demônios, dominava ventos e tempestades, congregava discípulos, pregava com autoridade para milhares, enfim, tornava-se um “mito”! Quem estivesse com ele (talvez pensasse o escriba) certamente faria parte da porção dos privilegiados!!!

Pois bem, olhando para o escriba respondeu Jesus: “As raposas têm tocas, e as aves dos céus seus ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”! (Mateus 8, 20). Uma resposta que, de certa forma, propunha um choque de realidade àquele que empolgadamente se dispunha a seguir o Mestre, independentemente para onde fosse. Penso que toca e ninho, nestes termos, podem sugerir aconchego e proteção. Metáforas de um lugar que é referência de identidade e segurança. Transpostas para a realidade humana, convertem-se em casa, lar, família etc. Parece que com o choque de realidade, Jesus queria provocar naquele escriba, acostumado a escrever, transcrever as Leis e a interpretá-las, a partir da referência segura de uma tradição, a real situação dos que se põem a caminho, em seu seguimento. Mostrava ao escriba que segui-lo significava abrir mão das seguranças pessoais (quer de bens materiais ou privilégios tantos) e viver a mística do serviço: “Eu vim para servir, não para ser servido!!” E um tipo de serviço que, expressando-se como dom-de-si ao cuidado e socorro das necessidades do outro (necessidades espirituais e/ou materiais), implica também, e quase sempre, senão sempre, o sofrimento, a perseguição, incompreensões e riscos, pois o próprio Mestre nos ensinou não haver ressurreição sem cruz! Os que tentam, perdem-se em atalhos que não permitem chegar ao destino: a edificação do Reino do Amor, também chamado Reino de Deus.

Não sem razão, chamaram também a mística do serviço de “Espiritualidade do Avental” (Frei Patrício Sciadini). No relato bíblico da cena do lava pés (João 13, 1-17), fica claro que Jesus, depois de tirar o manto, atou uma toalha à cintura (ao modo de um avental, pois depois deu-se a si mesmo de comer a nós) lavou os pés de seus discípulos, depois colocou novamente o manto e, seguindo para o lugar onde estava, proclamou: Vocês me chamam de Mestre e Senhor, e dizem bem, pois EU SOU! Portanto, se eu assim o fiz, façam vocês também o mesmo. Dei-vos um exemplo a fim de que, assim como eu faço, vocês também o façam”!  Detalhe: o relato do Evangelho não diz que o Senhor retirou da cintura sua toalha, seu avental. Neste instante, em nome do EU SOU, Deus conosco, Jesus “sacramentalizou” o serviço como o sinal permanente da doação de si à edificação do seu Reino de justiça, paz e amor. E assina posteriormente este testamento, não com as letras da Lei, que o escriba tanto entendia, mas com seu sangue na cruz, na entrega da própria vida doada como máxima expressão de quem ama e é fiel ao Pai. Dessa forma, todo cristão, seguidor do caminho do Cristo, que, não renunciando a cruz, perfaz o caminho do discipulado pelo serviço, é sinal visível da promessa feita por Cristo de estar conosco todos os dias até o final dos tempos. Pelo serviço, tornamo-nos alimento de esperança a quem tem fome do Reino de Deus.

Mas esta lição nunca foi de fácil assimilação para os Apóstolos e discípulos da primeira hora, nem para nós que ocupamos o lado de cá destes tempos que são os últimos. Não raras vezes o Mestre insistia que entre os seus discípulos, e insiste que entre nós cristãos, não devia sobressair a lógica do privilégio, do quem é melhor, das comodidades e regalias da vida, mas pela lógica da Espiritualidade do Avental; de uma vida sacramentada pelo serviço e pela doação.  

Assim, parece-me que Jesus quer nos educar na fé: não há maior prova de amor do que dar a vida por quem a gente ama. E se amamos a Deus, dar nossa vida a Ele significa, como o Filho nos ensinou, servir sempre e morrer em nome do amor e por amor se preciso for. Somente assim, o Espírito Santo encontrará em nós um coração manso e humilde no qual Deus possa entrar, fazer sua morada, e amar-nos como filhos no Filho!

Diácono Robson Adriano

Tevê estreia quadro sobre missão dos diáconos

Estreia do quadro semanal “Diaconia” foi nesta segunda-feira, pela TV Horizonte.

A atuação dos diáconos na Pastoral Carcerária foi o tema da estreia do quadro “Diaconia”.

Na segunda-feira, 10 de agosto, Festa de São Lourenço, a TV Horizonte estreou o quadro Diaconia, dentro do programa Manhã da Piedade. Toda semana, a emissora, administrada pela Arquidiocese de Belo Horizonte, vai apresentar um pouco da missão ligada à família diaconal. A produção fica a cargo dos próprios diáconos, candidatos, esposas e formadores.

Antes da estreia, o diácono Márcio Honório, explicou à apresentadora Síria Caixeta sobre o ministério diaconal na Igreja e na arquidiocese. Ele também dirigiu uma mensagem pelo Dia de São Lourenço. Em seguida, foi apresentado o trabalho da Pastoral Carcerária, que envolve 149 agentes, entre eles alguns diáconos.

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, há 23 centros de detenção, com uma população carcerária de 16.483 pessoas, segundo dados da Pastoral. O diácono Gleivison Felipe conta que o trabalho já existe há 40 anos. A equipe atende os presos e famílias, os agentes carcerários e também as vítimas dos crimes.

O quadro Diaconia irá ao ar todas as segundas-feiras. O programa começa às 10h pela TV Horizonte, que pode ser acessada pelo canal 30 HDTV (em Belo Horizonte), pelo Youtube (https://www.youtube.com/tvhorizonte) ou pelo site (www.tvhorizonte.com.br).

Assista à entrevista do diác. Márcio Honório e à estreia do quadro Diaconia.

Diretoria

Encontro Diretores e Formadores Escolas Diaconais Leste 2

Diretores, coordenadores e formadores das escolas Diaconais das (Arqui)Dioceses de Minas Gerais e Espírito Santo reuniram-se por videoconferência no dia 29 de julho de 2020. É o segundo encontro por videoconferência com objetivo de promover a troca de experiências e colegialidade entre os diretores e formadores de Escolas Diaconais das dioceses do Regional Leste 2 da CNBB.

A reunião contou com a participação do presidente da Comissão Regional dos Diáconos (CRD), Diác. Márcio Honório, e da Comissão Nacional dos Diáconos: Diác. Francisco Salvador Pontes Filho, presidente da CND; Diác. Vinícius Antônio Melo Sousa e do Diác. José Gomes Batista membros da ENAP (Equipe Nacional de Assessoria Pedagógica).

Participaram da reunião partilhando a experiência de suas respectivas dioceses os bispos:

Dom José Aristeu Vieira, bispo referencial da Comissão para os Ministérios Ordenados e Vida Consagrada da CNBB Leste 2 e bispo da Diocese de Luz (MG);

Dom Paulo Mendes Peixoto, arcebispo da Arquidiocese de Uberaba (MG);

Dom José Luiz Majella Delgado, bispo referencial da Comissão Litúrgica da CNBB Leste 2 e arcebispo da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG);

Dom Pedro Cunha Cruz, bispo da Diocese de Campanha (MG);

Dom Emanuel Messias de Oliveira, bispo da Diocese de Caratinga (MG);

No encontro virtual, as (Arqui)Dioceses foram representadas por diretores, coordenadores e formadores de: Belo Horizonte(MG), Cachoeiro de Itapemerim (ES), Campanha (MG), Caratinga(MG), Diamantina (MG), Governador Valadares (MG), Itabira e Coronel Fabriciano(MG), Janaúba (MG), Januária(MG), Juiz de Fora (MG), Luz (MG), Montes Claros(MG), Oliveira (MG), Pouso Alegre(MG), Teófilo Otoni (MG), Uberaba(MG), e Uberlândia(MG). 

Diretoria